Os grandes poderes internacionais vão fechando e impondo seus interesses econômicos, políticos e militares, com desigualdade na relação de forças e com cumplicidade dos governos de turno, submetidos aos dominadores. Os povos têm consciência de que a dominação não começa pelo econômico, mas pelo cultural.
A queda do muro de Berlim foi o eixo decisivo da desintegração da União Soviética, e a guerra fria causou a queda do socialismo imposto, autoritário. O poder mundial ficou nas mãos da hegemonia de uma potência, EUA, e das grandes corporações internacionais. Surgiram outros muros de intolerância que é preciso derrubar, como a discriminação, a exclusão social, a concentração dos recursos e o aumento da pobreza.A destruição dos recursos naturais, da água, das matas e dos bosques, da biodiversidade. Isso responde a políticas impostas de exploração e dominação. O "poder" deve ser entendido e praticado como "serviço", para não repetir o ciclo de dominação, para conseguir isto se requer educação como prática da liberdade, e voltar às fontes das nossas culturas, recolher os frutos e aprender do legado dos nossos antepassados, que lutaram e trabalharam por um mundo mais justo e fraterno para todos, despertando a consciência crítica e para os valores do serviço aos nossos povos.
É preciso retomar com sinceridade o caminho percorrido durante estes anos e a qualidade das democracias que vivemos. O exercício do "poder" que governos (chamados democráticos) exercem, mas que não modificam as relações do poder dominação.
A entrega e a venda de terras aos centros econômicos das empresas multinacionais, provocando a expulsão das populações das suas origens, particularmente camponesas, a entrega do patrimônio do povo para a aplicação em políticas de ajustes, capitalização e privatizações que hoje os centros do poder internacional impõem. São os novos mecanismos de dominação. Como a dívida externa, imoral e injusta, na qual se impõe aquilo de que quanto mais pagamos, mais devemos e menos temos, e os governos se esquecem da dívida interna com a população.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Ainda há outros muros a serem derrubados...
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