quinta-feira, 2 de julho de 2009

E ASSIM SE DEU A CRIAÇÃO DO MURO DE BERLIM..........

Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em Agosto de 1961, com o acirramento da Guerra-fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois sectores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o sector ocidental da cidade.

O muro, que começou a ser construído em 13 de Agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas eléctricas com alarme, 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar.

Assim foi construído um dos maiores símbolos da Guerra Fria.

Antagonismos da queda

A queda do Muro de Berlim resultou em um mundo muito mais homogêneo - o dito "achatamento" -, possibilitou padronizações econômicas, comerciais, contábeis, etc, eliminou a grande diferença ideológica e política do capitalismo contra o socialismo, derrubou um Império, permitiu às pessoas maior liberdade para pensar e agir.

Essas padronizações são a causa do "nivelamento do terreno", ou seja, ao adotar padrões comuns diferenças são eliminadas e distâncias encurtadas.

A tecnologia tem papel importante nessa nova onda de liberdade, pois foi através do computador pessoal e, mais recentemente, a internet, que as distâncias foram ainda mais encurtadas, podendo-se chegar ao outro lado do mundo sem sair da cadeira de casa. A internet também possibilitou a fácil propagação da informação e de opiniões, e a aproximação de pessoas e grupos com ideias e pensamentos similares.

Tudo isso soa de forma muito agradável aos nossos ouvidos, porém é uma visão extremamente otimista e simplista de encarar esse fato. Muitos outros problemas apareceram decorrentes desse acontecimento, ou seja, novos muros "holográficos" - e alguns reais - surgiram. Com a livre concorrência e a abertura de mercados, a lei do mais forte (e algumas vezes, do mais esperto) se sobressai, e com isso aumentam as desigualdades sociais e o número de pobres e pessoas sem acesso ao básico.

Ainda há outros muros a serem derrubados...




Os grandes poderes internacionais vão fechando e impondo seus interesses econômicos, políticos e militares, com desigualdade na relação de forças e com cumplicidade dos governos de turno, submetidos aos dominadores. Os povos têm consciência de que a dominação não começa pelo econômico, mas pelo cultural.



A queda do muro de Berlim foi o eixo decisivo da desintegração da União Soviética, e a guerra fria causou a queda do socialismo imposto, autoritário. O poder mundial ficou nas mãos da hegemonia de uma potência, EUA, e das grandes corporações internacionais. Surgiram outros muros de intolerância que é preciso derrubar, como a discriminação, a exclusão social, a concentração dos recursos e o aumento da pobreza.


A destruição dos recursos naturais, da água, das matas e dos bosques, da biodiversidade. Isso responde a políticas impostas de exploração e dominação. O "poder" deve ser entendido e praticado como "serviço", para não repetir o ciclo de dominação, para conseguir isto se requer educação como prática da liberdade, e voltar às fontes das nossas culturas, recolher os frutos e aprender do legado dos nossos antepassados, que lutaram e trabalharam por um mundo mais justo e fraterno para todos, despertando a consciência crítica e para os valores do serviço aos nossos povos.
É preciso retomar com sinceridade o caminho percorrido durante estes anos e a qualidade das democracias que vivemos. O exercício do "poder" que governos (chamados democráticos) exercem, mas que não modificam as relações do poder dominação.



A entrega e a venda de terras aos centros econômicos das empresas multinacionais, provocando a expulsão das populações das suas origens, particularmente camponesas, a entrega do patrimônio do povo para a aplicação em políticas de ajustes, capitalização e privatizações que hoje os centros do poder internacional impõem. São os novos mecanismos de dominação. Como a dívida externa, imoral e injusta, na qual se impõe aquilo de que quanto mais pagamos, mais devemos e menos temos, e os governos se esquecem da dívida interna com a população.